Divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o desempenho da produção industrial brasileira confirma o que já era conhecido. A indústria vem perdendo força, resultado de uma política econômica equivocada adotada nos últimos anos. A estratégia do governo foi conceder crédito barato, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, aumentar tarifas de importação e conceder subsídios. Constata-se agora que essa política não deu certo e a produção não se sustentou.
É claro que internamente o País é afetado pela crise econômica global que atingiu outros países anos atrás porque houve queda no consumo mundial. Dessa forma, as exportações caíram ao mesmo tempo em que começaram a entrar mais produtos importados. No entanto, o problema é o foco: mirou-se apenas no curto prazo e não foram adotadas políticas que ampliavam a competitividade nacional. As deficiências brasileiras – todas já muito bem conhecidas e exploradas – se acentuaram e agora têm feito a diferença.
As medidas de ajuste fiscal, anunciadas recentemente pelo governo federal, são necessárias. Não se discute a efetividade do pacote, no entanto, o governo também tem que fazer a sua parte. Os gastos públicos têm que ser cortados, até mesmo porque em um momento delicado como esse para a economia, o governo também precisa economizar. Se há vontade e disponibilidade para isso, a discussão é outra, mas é nesse quesito que a população tem que pressionar. A "conta" não pode ficar somente com as famílias, que já sofrem com o excesso de tributação, com o aumento das tarifas controladas e com a alta generalizada dos preços.
De qualquer forma, deve-se insistir na criação de uma agenda positiva. Os brasileiros sabem que será um período difícil, mas têm que estar cientes de que a economia voltará a melhorar e que o País voltará a crescer. O desenvolvimento sustentável precisa ser incentivado urgentemente.

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