Embora evidente ao eleitor que os ''casamentos'' de partidos sirvam não só para fortalecer determinada candidatura na campanha eleitoral, mas também para garantir cargos importantes nas diferentes esferas administrativas caso o apoiado seja eleito, é difícil engolir determinadas nomeações. Às vésperas das posses do governador e do presidente eleitos, especula-se muito sobre futuros ministros e secretários, principalmente, já que os escalões abaixo costumam ficar para depois. Em Londrina, uma anunciada reforma do secretariado municipal também cria expectativas.
Em todos estes casos, ainda o eleitor mantém dose de confiança no prefeito, governador ou presidente que ajudou a eleger, com o seu voto. Infelizmente, é sempre inevitável que alguns nomes escolhidos causem impacto, em menor ou maior proporção. Aliás, há nomeações que surpreendem, pois os escolhidos, pouco cogitados na fase da boataria, apresentam plenas condições de exercer as funções para as quais foram designados. Outras, porém, causam indignação, pois não se vê no nomeado qualquer aptidão para o cargo que lhe foi dado.
É provável que o eleitor, distante de um canal onde possa se manifestar diretamente ao responsável pela escolha equivocada, se cale. Mas não se iludam os políticos. Pois o cidadão está atento. E o erro na escolha vai, fatalmente, resultar em fiasco administrativo. Quem pretende seguir prefeito, governador ou presidente tem a chance de ser coerente com a sua base eleitoral.
Walter Ogama

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