Brasília Além das questões macroeconômicas, como resolver o problema da dívida pública e reduzir a dependência externa do País, a futura equipe econômica receberá de herança do atual governo um conjunto de temas econômicos polêmicos, que chegaram a ser discutidos nos últimos meses, mas em torno dos quais não se tomou uma decisão. São assuntos variados, que serão importantes para o desenvolvimento da infra-estutura e da economia do País e envolvem investimentos bilionários.
Dentro da estrutura de transição que está sendo coordenada pela Casa Civil da Presidência da República a lista dessa herança está sendo elaborada, junto a cada ministério. O objetivo é fornecer todos os dados para que o futuro governo tenha influência e conhecimento das decisões que serão obrigatórias esse ano e não seja pego de surpresa ao assumir. Na relação há escolhas como o padrão de TV digital a ser adotado pelo País, o que fazer com o projeto de construção da usina nuclear de Angra 3 e até os critérios da revisão tarifária dos contratos das distribuidoras de energia elétrica.
Na área de finanças públicas, duas importantes questões terão de ser encaminhadas no primeiro ano do próximo governo: a cobrança da Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF) e a continuidade da Desvinculação de Receitas da União (DRU). Ambas são tão importantes para a manutenção do superávit nas contas públicas ao longo dos próximos anos que o compromisso de tratar dos dois problemas consta do acordo do Brasil com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

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