O ser humano que registra melhor crescimento na vida, que está mais feliz, com saúde, e que obtém, portanto, muita prosperidade, tem seus modos de ser e de agir muito simples. Seu crescimento e sua evolução são diretamente proporcionais à forma como vê o mundo, na forma de como se conhece e, por consequência, como entende os outros, resultando desse processo seus acertos e desacertos.
A empresa, como organismo vivo - formada por pessoas - também tem o seu modo de ser, o seu pensar, a sua inteligência. É o seu brilho, a sua inteligência emocional. A empresa assemelha-se a uma pessoa. No universo, todos temos um tamanho diferente, e da soma dessas diferenças, mesmo que em partes, vai resultar uma nova forma de ser de uma empresa, de uma comunidade, de uma cidade, de uma família.
Verificamos empresas que nascem por junção de interesses, visando simplesmente produzir ou porque têm recursos para explorar um negócio. Pensam, como é comum, em apenas guardar dinheiro. Muitas já nascem mortas por não considerarem outros valores essenciais.
Lucratividade, dinheiro, são consequências. Onde está a essência? Sabemos entender os processos? A empresa é um processo. A vida, tudo enfim é processo.
Notamos, também, impérios econômicos com sérias dificuldades, vivendo sofregamente do produto, da marca e muitas vezes do saudosismo, do folder trabalhado, do marketing enganoso. Triste fim. O cliente tem sensibilidade e ainda não lhe foi tirada toda a condição de ser pensante.
A empresa, como unidade viva, tem que criar e ampliar infinitamente seu campo vibracional, com entusiasmo, de forma honesta e transparente, para solucionar o interesse da sociedade, tocar a sensibilidade dos clientes e atender seus anseios. O produto é apenas o mal necessário nesse processo. Triste fim daqueles que olham a empresa simplesmente pelo seu mal necessário (o produto) e para este dedicam o tão falado processo de qualidade. Qualidade por qualidade simplesmente, dessa forma é muito pouco.
Outra falha crassa: algumas organizações não percebem que o cliente está sempre no momento presente e que a transformação é uma regra natural. Observemos a vida, os animais, a natureza. Por que ser contra essa transformação? Existem leis não escritas que nos dão normas a seguir? E como! Freud descobriu algumas - denominou-as de metapsicanálise.
Muitas empresas desejam simplesmente ser coisas. Não entendem o mundo aberto. Trancam-se. A primeira tranca, com exceções, é claro, é a secretária do presidente. Não deixa que ele entenda o mundo, receba informações, que seja ajudado.
E assim podemos ir observando as diversas trancas que permeiam as organizações, em cada diretoria, departamento ou seção. A empresa, em cada gesto, atitude, contrato, compromete ou desenvolve o seu campo vibracional. A inteligência emocional resultante vai produzir o que lhe é merecido - positivo ou negativo.
O campo vibracional interno e a inteligência emocional são formados por três forças distintas: patrão, operários e trabalhadores intelectuais. Patrões querem lucro, operários querem viver e trabalhadores intelectuais simplesmente querem o poder.
A harmonia entre essas três forças vai proporcionar a quarta força - a inteligência emocional e suas consequências: a vibração, o entusiasmo, o carisma, os relacionamentos, a prosperidade.
Peter Drucker já nos dizia, em 1973, que o poder deveria se freado para não se tornar tirano. Então, temos que nos esforçar para que em nossas empresas os trabalhadores intelectuais sejam convergentes para os resultados, para a melhoria contínua, para o crescimento adequado da inteligência emocional das organizações, e não lutem apenas, como é comum, pelo poder. Esse fator varia de acordo com a característica de cada empresa - pública, privada, mista, cooperativa, enfim, conforme seja sua formação social.
Rever paradigmas, aprender a aprender, constantemente, ser diferente, pensar divergente (insumos da criatividade), não deixar de competir, sempre foi e será vital para o crescimento. Estar sempre melhor, ocupando o nosso espaço, vibrando na medida de nossos méritos é a grande missão. Competir, apenas, nos dá idéia de sermos e de termos forças (produtos) iguais. E sob esta visão a sobrevivência não acontecerá para todos os competidores.
Vamos pensar mais na harmonia empresarial, na sua força, na sua energia, na solução dos anseios dos cidadãos (clientes), na atenção a nossos parceiros, na transparência de nossos atos, e que os produtos - hoje uns, amanhã outros - sejam apenas o mal necessário para completar o processo.
Estejamos sempre no ponto de queimar festivamente certos certificados de qualidade e certos certificados mil - inclusive certos diplomas, certas atitudes e preconceitos. Estar na contramão é dar trabalho a médicos, psiquiatras, funerárias e também a cartórios de protestos, à falência e às concordatas.
É preciso crescer continuamente, proporcionando o bem estar de outros, dando oportunidade para que a empresa seja mais cidadã, que sua inteligência emocional proporcione a ampliação do campo vibracional, exigindo sempre maior volume do ‘‘mal necessário’’. Produzir sim, mas com mais retorno humano e financeiro, sem medo, sem limites, sem trancas. O mundo, felizmente, é aberto.

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