Envelhecimento e qualidade de vida
O aumento da população brasileira, divulgado nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que a população do país ultrapassou os 192 milhões habitantes. A taxa de crescimento é relativamente baixa, de 1,15% ao ano. Há que se considerar que esse índice já foi maior. A vida moderna e a entrada das mulheres no mercado de trabalho reduziu consideravelmente a taxa de natalidade.
Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), cada mulher brasileira tem, em média, 1,8 filho. Entre os países emergentes apenas a China tem uma taxa inferior: 1,5 filho por mulher. Entre 1984 e 2009, o Brasil registrou a segunda maior queda na taxa entre as 30 principais economias do mundo. Se for mantido o índice por pelo menos duas décadas, poderá haver uma redução no total da população.
Os dados do IBGE indicam também que os brasileiros estão vivendo mais. A expectativa de vida aumentou dos 60 anos, em 1982, para os 73 no ano passado. Melhorias registradas, principalmente, em educação, saúde e saneamento básico contribuíram para mudar esse cenário.
Os números mostram, portanto, que deve haver um direcionamento de recursos e programas destinados à população mais velha. Ainda que o assunto esteja saturado, não parece que o Brasil esteja preparado para acolher bem seus idosos.
É preciso mais investimentos em políticas públicas no sistema de saúde, previdenciário e na acessibilidade a fim de garantir a qualidade de vida deste público.
O Brasil ainda engatinha no desenvolvimento de programas voltados a essas pessoas. Além de um sistema de saúde falho para toda a população, a Previdência Social é deficitária devido à inclusão do orçamento dos programas de transferência de renda no bolo previdenciário. Talvez fosse necessário garantir uma maior participação da população ativa no pagamento de impostos para assegurar que contas de pensões sejam garantidas.





