O aumento da expectativa de vida dos brasileiros e o consequente envelhecimento da população apresenta inúmeros desafios que devem ser melhor discutidos por toda a sociedade. Questões como a previdência social e a prestação de serviços de saúde precisam ter o envolvimento de todos para que não acarrete em prejuízos futuros.
  A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) apresentou nesta semana proposta para criação até o final do próximo ano de um novo modelo de plano de saúde que pretende unir previdência privada e assistência médica.
  O objetivo é possibilitar planos mais baratos na velhice, quando os gastos com saúde sobem substancialmente e, normalmente, a renda cai. Pelo modelo atual, após completar 60 anos o usuário tem que arcar com mensalidades muito altas e, em muitos casos, as operadoras até evitam fazer planos para idosos.
  No entanto, ainda há muitos pontos a serem esclarecidos, como a liberdade de utilização em caso de desemprego, o resgate em caso de morte e até mesmo o equilíbrio entre os gastos atuais com a saúde e as projeções para o futuro.
  O fato é que as mensalidades cobradas pelas operadoras são consideradas altas, mesmo para jovens. Não raro o impasse entre a cobertura oferecida pelas operadoras e a desejada pelos usuários acarreta em discussões judiciais. A ANS foi criada pelo governo para regulamentar os planos de saúde do Brasil e tem a obrigação de definir ou, em alguns casos, acompanhar os índices de reajuste. No entanto, na maioria das ocorrências o percentual definido fica acima da inflação.
  O ideal, portanto, para todos os brasileiros é que o governo volte suas energias para melhorar a saúde pública. Teoricamente o Sistema Único de Saúde (SUS) é um dos melhores programas do mundo, mas na prática todos sabem que não funciona. O problema está em todas as fases, da marcação de consultas à internação hospitalar, e em todo o País. Difícil encontrar um município onde o SUS funcione adequadamente.
  A alta carga tributária paga pelos brasileiros deve reverter em benefício da população até porque praticamente todos os serviços bancados pelo Estado são falhos, como a educação, a segurança pública, a infraestrutura, para citarmos alguns exemplos. É hora de o governo aplicar melhor os recursos arrecadados em benefício da população.

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