Quem quer envelhecer de maneira saudável deve ficar mais atento à nutrição, pois está provado que a boa alimentação contribui para um organismo mais equilibrado. Além disso, na terceira idade as pessoas estão mais propensas a doenças crônicas e precisam tratar de possíveis deficiências nutricionais.
Uma maneira segura de garantir a saúde na idade mais avançada é contar com a orientação periódica de um clínico geral, um nutricionista ou um endocrinologista. No histórico feito pelo médico, ele verifica o peso e a altura do paciente, suas alterações gastro-intestinais, hábito alcoólico e os problemas emocionais que podem causar depressão, além dos fatores de risco como tabagismo, hipertensão, doenças cardíacas e outros problemas que podem interferir na saúde.
Sabe-se que as carências nutricionais se agravam em decorrência do estado psicológico, sendo que a depressão pode causar redução do apetite e até desleixo nos cuidados de higiene pessoal. Na verdade, a depressão é uma doença que acomete muito os idosos, pois trata-se de uma fase em que geralmente acontece a perda de entes queridos e o sentimento de solidão tende a se agravar. A aposentadoria, vida sedentária e a ausência de uma prática diária de trabalho, também podem contribuir para desencadear estados melancólicos, que atualmente são tratados com psicoterapia e antidepressivos.
Na área sexual, a apatia e o desinteresse muitas vezes passam a ser constantes. As mulheres se adaptam mais facilmente, à medida que os seus interesses e estima pessoal não têm uma íntima relação com o sexo. No caso dos homens, é diferente. Para eles, a redução da atividade sexual traz preocupações constantes, sendo comum saírem à procura de substâncias ou vitaminas para a revitalização da sua função sexual.
Nos últimos quatro anos, o surgimento do Viagra trouxe de início uma apreensão para as pessoas mais velhas, uma vez que um certo terrorismo tentou relacionar o medicamento com problemas cardíacos. Atualmente não existe esse impedimento e sabe-se que apenas os cardíacos que usam nitratos não podem usar o Viagra. Já com os hipertensos e outros pacientes não há problema algum.
É surpreendente constatar que homens que viviam angustiados devido a sua disfunção erétil, independente se a causa é física ou psicológica; com o uso desse medicamento passaram a demonstrar um maior interesse pela vida e pelo sexo. Acredito que uma vida mais ativa, inclusive no plano sexual irá contribuir para que esses homens vivam mais (atualmente morrem mais cedo que as mulheres); é só constatar o excesso de viúvas.
Nos próximos dez anos o conceito de envelhecimento provavelmente irá se modificar, principalmente pela melhora da qualidade de vida, pela quebra de mitos e preconceitos sexuais e pela manutenção da vida amorosa do casal.
MOACIR COSTA é médico psicoterapeuta. e autor do livro ''Sexo: minutos que valem ouro''

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