Entre promessas e compromissos: o que esperar dos candidatos ao governo
A FOLHA foi a campo ouvir de entidades do setor produtivo e de organizações sindicais as prioridades que consideram centrais para a próxima gestão estadual
PUBLICAÇÃO
sábado, 25 de abril de 2026
A FOLHA foi a campo ouvir de entidades do setor produtivo e de organizações sindicais as prioridades que consideram centrais para a próxima gestão estadual
A seis meses das eleições, as articulações para a sucessão do governador Ratinho Junior (PSD) estão a todo vapor, mesmo que os nomes que efetivamente entrarão na disputa pelo Palácio Iguaçu sejam confirmados após as convenções partidárias, marcadas para julho e agosto.
Como acontece no ambiente político, setores estratégicos da sociedade também se articulam antecipadamente para as eleições, no sentido de cobrar compromissos concretos dos futuros candidatos ao governo do Estado.
A FOLHA foi a campo ouvir de entidades do setor produtivo e de organizações sindicais as prioridades que consideram centrais para a próxima gestão estadual. A intenção é fazer com que esses temas cheguem ao centro dos planos de governo e sirvam de parâmetro para a cobrança da sociedade ao longo da campanha.
Como mostra reportagem publicada nesta fim de semana (25 e 26) são muitas as propostas que lideranças de vários segmentos querem fazer chegar aos políticos que buscam o cargo maior do executivo estadual. Desde sugestões voltadas à formulação de uma política industrial para o Paraná a reivindicações ligadas à infraestrutura, à qualificação profissional, à desburocratização e à melhoria das condições de trabalho.
A FOLHA perguntou quais compromissos os entrevistados esperam ver assumidos pelos postulantes ao governo nas eleições de outubro. As respostas mostram convergências em áreas como desenvolvimento regional, ambiente de negócios, infraestrutura e geração de emprego, mas também revelam demandas específicas de cada setor.
Se "todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição", ouvir o povo é o princípio máximo da nossa Carta Magna e deve ser realmente levado a sério pela classe política.
Assim, o mínimo que os eleitores devem esperar de seus candidatos é clareza de propostas e disposição real para o diálogo. E cabe aos postulantes ao posto de governador transformar essas demandas em compromissos realmente objetivos, com metas e prazos verificáveis. Da mesma maneira, espera-se que a sociedade mantenha o olhar atento, fiscalizador e a consciência de seu papel de agente participativo das mudanças necessárias para um estado e um país cada vez melhor.
Obrigado por ler a FOLHA!


Adriana De Cunto
Chefe de Redação da Folha de Londrina.


