Entidades assistenciais pedem socorro
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 21 de novembro de 2005
Carlos Roberto Miranda 
É inexpressivo o número de pessoas que acompanha os trabalhos da Câmara de Vereadores de Londrina visto que sua atuação, na busca de resultados importantes para a cidade e suas instituições, continua também inexpressiva. Trabalhando de forma simplista, impotente no confronto com os reais problemas da população, a Câmara aprova um projeto contra as heróicas entidades assistenciais que doravante deverão acrescentar às suas já pesadas cargas burocráticas a renovação anual da sua utilidade pública municipal.
Baseou-se para isto na informação do Executivo, que apenas 14 das 77 entidades entregaram o Relatório Anual de Atividades. Este relatório é um documento de praxe que é enviado regularmente aos diversos órgãos públicos que o solicitam e ninguém acredita que sejam lidos.
Os nossos vereadores não se preocuparam em saber se as entidades foram informadas sobre tal obrigatoriedade e se o Executivo, ao repassar tal exigência, o fez sob protocolo.
Esta simples providência os eximiria de aprovar um projeto desprovido de utilidade, sem a garantia de funcionalidade futura, gestado em mente de capacidade duvidosa e que aponta para o baixo nível de seriedade usado na aprovação de projetos comunitários.
Saibam os representantes do povo, antes de qualquer ação contra as falidas entidades filantrópicas de Londrina, que para todas as migalhas por elas recebidas, é feita uma exigente prestação de contas, dentro do mês, o que comprova suas atividades e as mantêm refém dos burocratas de plantão. Porém, nem tudo está perdido e é possível elevar o nível da nossa Câmara, pois lá existem reconhecidamente algumas luzes.
Ainda nesta área, a título de contribuição, é importante pedir à Secretaria Municipal de Assistência Social e ao seu fiel e caudatário Conselho, a título de transparência, o mesmo relatório, especificando como conseguem manter as entidades em estado de permanente desespero, tendo recursos na ordem de R$ 22 milhões por ano - o terceiro maior orçamento do município -, para o conhecimento público.
Para reflexão daqueles desmotivados eleitos, sugerimos adotar o grito de guerra ''vamos contribuir para devolver ao nosso povo o orgulho de ser londrinense''.
CARLOS ROBERTO MIRANDA é comerciário aposentado em Londrina


