Engenheiro discute com ministro projeto do Onde Moras
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sábado, 12 de julho de 2003
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
De Londrina para o Brasil. Essa é a meta do engenheiro Maurício Tadeu Alves da Costa, de Londrina, em relação ao projeto de moradias populares Onde Moras, coordenado por ele em bairros carentes do município desde 1996. A expectativa se baseia no encontro que ele terá na próxima quarta-feira com o Ministro das Cidades, Olívio Dutra, a quem apresenta a iniciativa.
A idéia do projeto parece simples; segundo o idealizador, o mais trabalhoso é a organização das tarefas, já que as casas construídas, feitas todas a partir de materiais de construção reaproveitados, são desenvolvidas em regime de mutirão pelos próprios moradores. ''As moradias são feitas para blocos de dez famílias, das quais escolhemos um representante de cada para os serviços'', explica Costa. Os selecionados são divididos em dois grupos: um se encarrega da obtenção dos materiais que, doados, vêm da demolição de outras casas, enquanto o outro lida diretamente com a substituição dos barracos por casas.
''A demolição de uma casa de 200 m2, hoje, custa em média R$ 3.000,00. Deixando o serviço a cargo do mutirão e doando o que pode ser aproveitado, contudo, o proprietário economiza pelo menos R$ 2.200,00'', comenta. Aliado a isso, cada obra do Onde Moras, com 40 m2, recebe auxílio de custo de R$ 1.500,00 (obtido junto a empresários e outros setores da sociedade) para a compra de cal, cimento, areia, pedra e material elétrico e hidráulico.
Até hoje, o projeto já ergueu 33 casas em Londrina e tem outras 11 em construção. A maioria (21) se concentra no Jardim São Jorge; as demais estão nos jardins Olímpico 1 e 2, e Marabá. Contudo, de acordo com o engenheiro, a viabilidade depende do número de habitantes do município em que ele seja aplicado. ''Há que ser os de no mínimo 300 mil habitantes, pois comportam tanto barracos de periferia quanto casas que precisam ser demolidas'', afirma.


