'Engana-me que eu gosto'
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 26 de setembro de 2019
Opinião do Leitor 
É amargo e lamentável, chega-se ressoar em doses fúnebres, entretanto, esta é a realidade brasileira no inimaginável despropósito existente entre o eleitor e a classe política detentora de cargos eletivos angariados através de votos do eleitorado em todos os níveis. Dentro deste contexto, queira ou não, atualmente evidencia-se como um total menosprezo da sociedade brasileira falar em necessidade de reformas sem falar em reforma política. Esta tão necessária como impostergável. Afinal, o por quê do excessivo número de 513 deputados e 81 senadores na composição do Congresso Nacional? Esse exuberante número de parlamentares além de provocar emperramento na pauta dos trabalhos, resulta pernicioso em razão do seu alto custo ao contribuinte, notadamente em razão dos privilégios que ostentam, com reflexos negativos diretos dos recursos para saúde, segurança pública, educação, saneamento básico, política habitacional, com evidente reflexo inclusive no vultoso número de desempregados existentes, que passam por intenso sofrimento na busca incessante e sem sucesso, por vagas no mercado de trabalho.
ANTONIO FRANCISCO DA SILVA, advogado (Ibiporã)
Ditadura, democracia ou...
Está difícil de entender o Sistema. Temos três poderes constituídos que deveriam se unir para o desenvolvimento social, político e financeiro da nação. No entanto, cada poder está agindo a seu bel prazer, ou seja, de acordo com suas conveniências. Um judiciário totalmente desvinculado da justiça, da qual deveria ser o “guardião”. Um legislativo composto por dezenas de partidos, sem o mínimo interesse de discutir assuntos de interesse da nação. Se alimentam do Fundo Partidário, que não deixa de ser uma “afronta” ao sistema financeiro do país e, ao mesmo tempo, um assalto ao bolso dos contribuintes. Dez partidos políticos, nada mais do que isso, seria o suficiente para discutir e sanar todo tipo de problema que se possa imaginar, no tocante à administração pública brasileira. Quanto mais partidos, mais despesas e, consequentemente, mais problemas. E daí, quem arca com as consequência? Os pobres contribuintes, para variar! Muitos caciques para poucos índios. Está na hora de um basta!
WILSON OLIVEIRA TRINDADE, bacharel em Direito (Londrina)


