O tráfico e o consumo de drogas são problemas que precisam ser enfrentados pela sociedade. Um dos grandes males da modernidade, o comércio e o vício são os responsáveis por grande parte da violência urbana (como homicídios, latrocínios, furtos e roubos) e pela dissolução de famílias. O aumento do consumo de crack, considerada uma droga barata e de alto poder viciante, tem preocupado as autoridades de saúde.
Tanto que no final dessa semana, o Ministério da Saúde incluiu mais cinco municípios paranaenses – Londrina, Foz do Iguaçu, Maringá, Cascavel e Ponta Grossa – no programa "Crack, é possível vencer". A partir de recursos federais serão implementados e fortalecidos serviços de saúde, assistência social e segurança pública voltados ao tratamento de usuários de crack e ao enfrentamento do tráfico de drogas. Curitiba já integrava o projeto. No total, o Paraná receberá cerca de R$ 52,3 milhões até o próximo ano.
Toda ação que busca enfrentar o problema é positiva. Oferecer tratamento adequado aos usuários que desejam abandonar o vício é fator determinante para recuperar essas pessoas, assim como investir na inteligência policial para coibir o tráfico de drogas. Esse tipo de ação pode trazer resultados no curto prazo, mas atuam apenas no final do problema, não na sua solução. O ideal seria propor ações de prevenção, que impeçam os menores de entrarem no tráfico e de se viciarem.
Neste ponto, o programa é falho. Investimentos em educação, na melhoria da rede pública de ensino, na infraestrutura das escolas, na capacitação de professores e funcionários e em atividades culturais e de lazer nos bairros devem estar previstos. Ações integradas que envolvam educação,
saúde, cultura e segurança é que poderão trazer resultados a longo prazo. Impactarão diretamente não só na redução do consumo de drogas, mas trarão benefícios ao País como um todo. É um longo caminho a se percorrer, mas que deve ser iniciado.

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