Enfrentamento ao tráfico de drogas
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2019
A divulgação da quantidade de cocaína apreendida nas rodovias do Paraná no ano passado chamou atenção para um problema nacional que ainda não teve detalhado o seu enfrentamento pelo novo ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro. O tráfico de drogas é uma questão que preocupa muito o brasileiro pois, infelizmente, faz parte da vida cotidiana do País. É um crime que está diretamente relacionado a homicídios e roubos.
Segundo a PRF (Polícia Rodoviária Federal), as equipes de fiscalização da corporação encontraram 4.556 quilos de cocaína em 2018, 338% a mais do que em 2017, ano em que a PRF do Paraná apreendeu 1.039 quilos de cocaína. O volume, quatro vezes maior, só perde para as 45,7 toneladas de maconha, que correspondem a 90% do total de drogas apreendidas durante as ações dos policiais. No geral, a apreensão de drogas caiu nas rodovias paranaenses. Foram 51 toneladas em 2018, duas a menos que no ano anterior.
O enfrentamento ao tráfico de drogas é um tema que interessa muito ao Paraná devido à posição geográfica do Estado, fazendo fronteira com o Paraguai e divisa com o Mato Grosso do Sul, tornando a primeira barreira para o transporte de ilícitos. Muitos dos produtos que são apreendidos nas estradas paranaenses teriam como destino os estados de São Paulo e Rio de Janeiro.
Em Londrina, houve aumento nas apreensões de drogas sintéticas no ano passado. A quantidade de ecstasy saltou de cinco unidades para 106 e LSD de zero para 68 pontos. A capacitação dos policiais para identificar as drogas e a intensificação da fiscalização podem ter contribuído para o aumento na apreensão.
O trabalho de inteligência, a articulação entre as polícias e a melhora da estrutura do setor de segurança são pontos frequentemente apontados por especialistas como formas eficazes de combater o tráfico de drogas. Mas é preciso também melhorar o controle das fronteiras e tirar rapidamente do papel a proposta que Moro apresentou para o setor: a alienação do produto do tráfico de drogas passaria a financiar projetos de segurança pública, recuperação de dependentes e políticas de prevenção.



