Enfim, uma boa notícia
O desempenho do Produto Interno Bruto (PIB), divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, é uma notícia melhor do que o mercado esperava. Após o baixo resultado registrado no primeiro trimestre do ano, o PIB cresceu 1,5% no segundo trimestre, na comparação com os primeiros três meses do ano. O índice registrado no primeiro período foi de 0,6%, comparado ao último trimestre de 2012. O PIB é um dos principais indicadores de uma economia e revela o valor de toda a riqueza gerada no País.
O bom resultado foi puxado principalmente pelo agronegócio, que apresentou o maior crescimento entre os setores pesquisados: 3,9%. A indústria registrou aumento de 2%, enquanto os serviços tiveram expansão de 0,8%. Além da boa safra colhida no País, o agronegócio influencia os outros setores, como a indústria de transformação e o comércio. Ainda teve resultado positivo o investimento (formação bruta de capital fixo) com aumento de 3,6%, na comparação com o primeiro trimestre do ano.
Em meio a tantos indicadores negativos, o resultado surpreendente do PIB é um alento. No entanto, para o segundo semestre não há indícios de que o resultado seja repetido. Neste período as lavouras foram afetadas pelas fortes geadas, o que reduzirá a produção; o nível de confiança dos consumidores e dos empresários caiu; além dos consecutivos aumentos da taxa Selic, o que poderá afetar o consumo. Portanto, as projeções indicam que, por enquanto, não há muito o que comemorar. Se o cenário internacional de crise já foi atenuado como afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, - e se o Brasil conseguir reverter a situação só o tempo responderá.
Até agora o governo não anunciou nenhuma medida que pode impactar positivamente no desempenho da economia neste segundo semestre. No entanto, a proximidade das eleições presidenciais impõe o debate e novas ações.





