Enfim, o ano novo!
Quinta-feira pós-carnaval, finalmente, o brasileiro encara 2015. Se alguém tem alguma dúvida de que o ano começou agora, aproveite para percorrer hoje as agências bancárias e casas lotéricas abarrotadas de gente, passe pelo portão de uma escola no final da tarde ou visite um hipermercado. Bem-vindo ao novo ano e tomara que você não seja um dos 1.297.318 donos de cheques sem fundo emitidos em dezembro de 2014. Chegou a hora do brasileiro encarar o pagamento de tributos como IPTU, IPVA e começar a se preocupar com a documentação para a declaração do imposto de renda. Não vai demorar para chegar a hora do Leão.
Apesar de um ano que promete ser de ajustes econômicos, as companhias aéreas não têm o que reclamar do Carnaval 2015. Um balanço da Secretaria de Aviação Civil, divulgado ontem, mostrou que a média diária de passageiros nos aeroportos brasileiros foi maior nesse último feriadão do que durante a Copa do Mundo. Entre a sexta-feira do dia 13 de fevereiro e a Quarta-feira de Cinzas a estimativa é que 627 mil pessoas passaram por dia pelos terminais aéreos. Durante o Mundial de futebol a média foi de 508 mil.
Quem prolongou ao máximo a temporada de praia e passou longe dos noticiários, saiba que nem tudo parou em janeiro. Mesmo durante os festejos de Momo, muitos acontecimentos rechearam as páginas de Política e Economia dos jornais. A Operação Lava Jato, que investiga o grande esquema de desvio e lavagem de dinheiro envolvendo a Petrobras, continua a todo vapor e o juiz federal responsável pelo caso, Sérgio Moro, acabou censurando ninguém menos do que o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que recebeu em reunião advogados de três empreiteiras envolvidas no escândalo.
Nesses últimos dias de folia, outro integrante do primeiro escalão da presidente Dilma Rousseff (PT) também teve que se explicar. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, admitiu a empresários e investidores em visita oficial aos Estados Unidos que o Produto Interno Bruto de 2014 pode ter sido negativo.
Como não poderia deixar de ser, o desfile das escolas de samba do Rio causou polêmica e não foi por conta da nudez das passistas ou dos drones da Portela. A campeã, Beija-Flor, ainda não conseguiu explicar o suposto patrocínio recebido pela ditadura da Guiné Equatorial para pagar parte das despesas do samba-enredo que homenageou o país africano. Mas por que a surpresa em um ditador patrocinar parte de uma festa em que boa parte dos comandantes têm ligação com a contravenção. Está começando um ano que promete.





