Enfim, a decisão no PT
Um dos assuntos que mais agitou a Editoria de Política nos últimos dias foi o processo de eleições prévias do PT. No domingo passado, o partido levou seus militantes de todo País às urnas para eleger os candidatos à Presidência da República e que irão disputar os governos estaduais.
No Paraná, apesar de o número de votantes ficar abaixo do esperado pela executiva estadual, a disputa foi acirrada. Três candidatos enfrentaram as urnas. O secretário de Fazenda de Londrina, Paulo Bernardo, a professora universitária Milena Martinez, e o deputado federal Padre Roque Zimmermann, que acabou vencendo as prévias.
O processo eletivo do Partido dos Trabalhadores movimentou a equipe de repórteres de Política da Folha, que durante a semana inteira acompanhou os desdobramentos da eleição. E manteve a preocupação constante de dar sempre a informação mais atual e precisa ao leitor. Uma tarefa nem sempre fácil, diante de um quadro incerto, no qual o placar da eleição permaneceu indefinido até a decisão anunciada ontem. Sem falar no desencontro dos números parciais divulgados e dos interesses das várias facções do partido.
A cobertura, como não poderia deixar de ser, foi imparcial, sem privilegiar uma ou outra candidatura. E confirma a postura de independência da Folha, uma característica constante nos seus 53 anos e que deve ser mantida daqui para frente, quando o País vai respirar com mais intensidade o processo eleitoral, que culminará com as eleições de 6 de outubro.
Rosane Henn





