Está no caderno Folha Economia. O paranaense paga mais caro pelo consumo de energia elétrica a partir de segunda-feira. É mais um aumento a ser contabilizado no orçamento doméstico de milhares de famílias. O setor empresarial também terá que refazer as contas no momento em que assume mais esse custo.
Há apenas uma diferença, bastante significativa, entre o usuário doméstico e o usuário industrial ou comercial de energia. O primeiro não tem a quem repassar o aumento. Vítima de prática costumeira no País, ele absorve os reajustes e não será na secretária doméstica – no caso da família ter uma – que a diferença será descontada. Pelo contrário, será na lista do supermercado, do açougue ou da feira-livre que o aumento repercutirá.
O mais agravante é que o usuário doméstico pagará tarifa de energia mais cara e terá ainda que assumir os 11% ou pelo menos parte deles nos demais serviços e produtos indispensáveis no cotidiano. Como no caso dos impostos, da gasolina e das contribuições criadas pelos governos, o usuário doméstico pagará mais pela comida, pelos calçados, pelas roupas, pelos produtos de limpeza e higiene.
Walter Ogama

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