Energia elétrica pode subir com alta do dólar
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terça-feira, 24 de setembro de 2002
Agência Estado 
São Paulo - A alta do dólar deverá impactar o fluxo de caixa das distribuidoras de energia elétrica da região Sul, Sudeste e Centro-Oeste, que compram eletricidade gerada por Itaipu Binacional, cotada em cerca de US$ 30 o megawatt/hora (MWh). Consequetemente, a ampliação de custos será traduzida em aumento de tarifas na ocasião dos reajustes contratuais, concluiu o diretor da Associação Brasileira dos Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Luiz Carlos Guimarães.
Segundo ele, as empresas que mais estão sofrendo com a escalada do dólar são aquelas que tiveram reajustes no início do ano, quando a moeda americana estava bem abaixo dos R$ 3,78 verificados ontem. A Cemig, por exemplo, obteve reajuste tarifário em abril, quando o dólar estava na casa de R$ 2,30. A empresa terá de carregar até a data do próximo reajuste todo o valor pago a mais com a alta do dólar. Em compensação, poderá repassar tudo para as tarifas, já que os valores estão sendo contabilizados numa conta gráfica, criada no final de 2001, que registra tanto as altas como as baixas do dólar.


