Energia elétrica: custo e expansão
Viver sem energia elétrica parece uma realidade distante para a maioria dos brasileiros. No entanto, cerca de 1,2 bilhão de pessoas no mundo ainda estão no escuro, segundo levantamento do Banco Mundial divulgado nesta semana. No Brasil, a estimativa é que todos os moradores da zona urbana contam com o serviço e 99% da população da zona rural. Levantamento da Copel indica para uma média menor no Estado: 99% nos municípios e 96% no campo.
A energia elétrica é considerada um dos principais itens para se medir o desenvolvimento de um País. O Brasil é o sétimo maior mercado consumidor, o que reflete a sua posição na economia mundial. Se a energia chega a quase todos os brasileiros, há abundância de rios e ventos, porque esse item ainda é tão caro? A carga tributária é a resposta mais óbvia. Do total da conta paga por cada cidadão, 33% são impostos federais e 18% são outros encargos. Além disso, a tarifa de energia está embutida em todos os produtos consumidos, uma vez que ela é incluída no custo industrial e do varejo.
No entanto, não é só isso. Ainda há o "custo ambiental". O governo exige um sistema seguro e que cumpra a legislação ambiental, o que encarece o "produto". Como a maior parte da energia elétrica é gerada por hidrelétricas, também há o entendimento de que poderia haver maior diversificação da matriz. Todos esses itens citados contribuem para que o brasileiro pague pela terceira maior tarifa do mundo.
Portanto, um dos desafios para os próximos anos é tornar o valor da conta mais competitivo. Uma tarifa menor contribuiria para a redução do chamado "custo Brasil", o que tornaria o País mais atrativo para receber investimentos. Além disso, a expansão do serviço é importante. Mesmo que seja uma pequena parcela da população, parece inadmissível que alguns pessoas vivam no escuro, sem conforto e sem acesso às tecnologias disponíveis.





