Endividamento das famílias
Pesquisa divulgada nesta semana pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio) apontou que proporcionalmente Curitiba é a capital com maior número de famílias endividadas, com índice de 90,3%. No entanto, o comprometimento do orçamento é o menor: 26,4% da renda é destinada para o pagamento de dívidas. Goiânia (GO), por exemplo, é a capital com menor índice de famílias endividadas, mas que comprometem 29,1% da renda mensal. Estão na Região Nordeste os maiores percentuais de comprometimento do orçamento: 38,1% em Natal (RN); 36,6%, Maceió (AL); 36,4%, Teresina (PI); e 34,1%, Fortaleza (CE).
A facilidade de acesso ao crédito, política iniciada durante o governo Lula (PT), aliada à demanda reprimida de grande parcela dos brasileiros, fez alguns setores da indústria e do varejo explodirem em vendas. Foi o que ocorreu com a indústria automobilística, de eletrodomésticos da linha branca, de móveis, entre outros. Também o aumento da renda, amparado em pilares como a manutenção dos empregos e o fortalecimento dos programas sociais, contribuíram para completar o cenário. A adoção dessas medidas foi também um dos remédios utilizados para ''blindar'' o País contra a crise econômica mundial. A princípio a solução deu certo.
No entanto, agora o cenário é outro. Para especialistas, o limite ainda não chegou. Análises apontam que endividamento de até 30% ainda ''está sob controle'' e que os níveis de inadimplência estão ''dentro do normal''. No entanto, como ainda há demanda por alguns bens de consumo a concessão de créditos também tem que ser responsável. Uma inadimplência alta não interessa a nenhum dos envolvidos. Antes da liberação do crédito é preciso uma análise criteriosa e, nesse ponto, também é preciso uma atuação forte do Banco Central. No passado recente há exemplos de financeiras que faliram devido a essa falta de critério. Também o consumidor tem que fazer a sua parte. Educação e controle financeiro devem fazer parte do dia a dia de todos.





