Como fazer da educação um fator realmente transformador da sociedade brasileira, a ponto de superar os baixos índices de avaliação dos estudantes e garantir mudanças na realidade do País, diminuindo a desigualdade social, dando oportunidades para que todos os alunos tenham sucesso no processo de aprendizagem e ajudem no desenvolvimento econômico do País. Essa questão foi colocada em discussão na segunda-feira (5) durante a realização da 11ª edição do EncontrosFolha, que levou para um público de 130 pessoas, entre professores, empresários e lideranças da região, o tema "A educação como elemento transformador da sociedade". Ninguém duvida que a formação escolar das crianças e jovens é de extrema importância para uma nação que pretende ser grande e justa. A educação foi um fator de mudança em muitos países desenvolvidos e a Coreia do Sul e a Finlândia são dois exemplos significativos. O Encontros se dividiu em dois painéis, o primeiro tratando do ensino fundamental e médio e o segundo, da graduação e pós-graduação. A FOLHA traz nesta edição a cobertura especial do evento, com as propostas levantadas pelos painelistas convidados: Claudia Costin, professora da FGV do Rio de Janeiro; Rodrigo Pimentel, diretor do Google For Education da América Latina; Roberto Di Benedetto, diretor do Núcleo de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Positivo; Berenice Quinzani Jordão, reitora da Universidade Estadual de Londrina; e José Motta Filho, professor convidado do Isae/FGV. Investir na formação dos professores, democratizar o acesso à tecnologia, incentivar a participação dos alunos nas questões da escola, buscar a inovação, olhar a educação superior como um caminho para discutir políticas públicas para o desenvolvimento do País e aproximar as universidades das necessidades de mercado são algumas das propostas apresentadas. É consenso que a educação de qualidade deveria ser a principal preocupação de uma sociedade e a lista de países ricos que realmente fazem da escola o maior investimento é extensa. O Brasil está na lanterna de todos os rankings internacionais que avaliam a educação. Mudar essa realidade é um processo complexo, mas possível. É preciso colocar na pauta prioritária dos governantes brasileiros e cobrar para que a educação não seja uma bandeira apenas no período eleitoral.

mockup