Encontro discute ajuda a refugiados
STUTTGART, Alemanha - Representantes militares de oito países encerraram ontem um encontro de três dias para discutir uma série de opções sobre uma missão exclusivamente humanitária de ajuda a milhares de refugiados no Zaire e Ruanda.
Em uma entrevista coletiva, o general canadense Maurice Baril, que comandará a força multinacional, disse em Stuttgart que os líderes militares concluíram que mais de 250 mil refugiados ainda podem estar no leste do Zaire.
A missão da força multinacional deverá ser a de facilitar a distribuição de ajuda humanitária e incentivar a repatriação voluntária dos refugiados, disse o general. Os objetivos da força serão estritamente humanitários, ela deverá ser politica e militarmente neutra. Baril não deu mais detalhes e disse que as opções serão apresentadas aos respectivos governos, que devem discutir sobre a intervenção militar.
Mais de 30 países do Ocidente e África, além de seis organizações humanitárias, participaram da abertura da reunião na sexta-feira. No sábado, Argentina, Brasil, Irlanda e Alemanha participaram como observadores.
Em Kivu, leste do Zaire, representantes de organizaçãoes humanitárias internacionais receberam ontem autorização de rebeldes zairenses, que controlam a região, para a busca de refugiados hutus-ruandeses que estavam desaparecidos. Porém, após horas de buscas, nenhum refugiado havia sido localizado.
O jornal britânico The Sunday Times publicou ontem que uma empresa britânica vendeu milhares de machetes aos esquadrões da morte que os hutus utilizaram em Ruanda para assassinar milhares de pessoas na guerra civil que causou um milhão de mortos. Um porta-voz da empresa Plantation and General, admitiu a venda de machetes a dirigentes hutus responsáveis pelo genocídio.





