Curitiba - A Perdigão é, no momento, alvo de uma forte campanha do Greenpeace, que convoca os consumidores a protestarem contra a empresa. Segundo a ONG, os seis produtos da marca que foram testados apresentaram transgenia e em altos índices. A mortadela Bolognella foi o produto que apresentou a maior porcentagem de contaminação: 12%.
A empresa emitiu uma nota oficial contestando os laudos e dizendo que a ação da ONG deixa transparecer aos consumidores que a empresa não trata com a devida seriedade a questão dos Organismos Geneticamente Modificados, o que não seria verdade. A Perdigão afirma que possui um eficiente sistema de rastreamento e segurança voltado aos seus fornecedores de soja e derivados, que busca identificar qualquer alteração nos lotes fornecidos e exclusão dos parceiros que não observarem as exigências estabelecidas pela Companhia.
Além disso, a empresa recentemente firmou convênio com o laboratório a Universidade Federal de Viçosa (MG) para realização de exames constantes nos lotes de soja recebidos.
A Nestlé também emitiu nota oficial, falando do Guia do Consumidor publicado pela ONG. Na nota a empresa diz que somente utiliza matéria-prima de procedência nacional na fabricação de seus produtos, sendo que no Brasil não é permitido o plantio de transgênicos. A Nestlé do Brasil também reitera publicamente seu compromisso de cumprir qualquer determinação legal sobre a produção ou comercialização de produtos.
A empresa alega ainda que a ONG não se utilizou, para a elaboração do guia, de laudos técnicos e análises laboratoriais. ''O guia foi produzido a partir, única e exclusivamente, da declaração dos fabricantes. A Nestlé Brasil já esclareceu ao Greenpeace em várias oportunidades, por escrito, que não utiliza ingredientes geneticamente modificados em seus produtos'', esclarece a nota. (D.A.)

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