Empresas investindo na melhoria das pessoas
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sexta-feira, 07 de outubro de 2005
Com isso não perderam, mas, ao contrário, prosperaram 
Diminuição de problemas de violência ocorre também por medidas como as dos empresários que investem em desenvolvimento social tema de reportagem de ontem deste Jornal mostrando dois exemplos nesse sentido, um em Curitiba e outro no Estado do Pará. São casos isolados, mas servem de exemplo para mostrar que a participação da sociedade sem apenas esperar pelo poder público é fundamental na busca de diminuir o subdesenvolvimento social, o que na verdade compete a todos. O empresário curitibano produz embalagens a partir de resíduos de madeira, e transformou sua pequena empresa em grande negócio. Gerando empregos e exportando para 45 países, ele destina 5,34% do faturamento bruto em programas de ação social, por meio do reaproveitamento de materiais no fabrico de artigos à base de madeira. A empresa fornece a matéria-prima, treinamento e o instrumental, e disponibiliza a sede para exposição das mercadorias produzidas. Também atende a crianças e adolescentes em situação considerada de risco, mas não apenas elas e também as respectivas famílias. Para isso contratou psicólogos e pedagogos, de forma a que o atendimento não seja assistencialista mas promotor de desenvolvimento das pessoas envolvidas. Certo é que, com a aplicação de recursos nesses programas, a empresa não perdeu, mas ao contrário, veio prosperando. Já o empresário do Pará, fabricante de papéis de embalagem, gera 8.300 empregos diretos e indiretos e destina 1% do faturamento para uma fundação da empresa, que administra projetos sociais e ecológicos, visando a melhoria da qualidade de vida das pessoas e do meio ambiente. Entre os programas está uma associação de marceneiros, que produz e vende mercadorias produzidas por jovens, na denominada Escola da Madeira. Por iniciativa da empresa capitaneada por esse empresário, outra associação de colonos recolhe o caroço jogado do açaí e o vende como matéria-prima de queima em fornos industriais. Também coloca à disposição da população locais para salas de aulas e esportes e laboratórios de informática, e realiza cadastramento em 64 comunidades pobres para detectar a potencialidade de cada uma, de modo a traçar rumos de melhoramento das pessoas. Estas são duas das muitas histórias bem-sucedidas de empresas geradoras de lucro e riqueza, para si e para outros, promovendo um crescimento sustentável dos padrões de vida das áreas onde atuam. Elas lucram mas também geram enriquecimento ao seu redor, e não apenas por via de empregos, promoção de desenvolvimento e geração de impostos, mas pelo algo mais, que pode fazer a diferença entre manter periferias carentes ou dar-lhes oportunidade de autodesenvolver-se em todos os sentidos.


