São Paulo Em fase de redefinição de seu portfólio de negócios, a Companhia Vale do Rio Doce contratou uma consultoria externa para auxiliar na avaliação do potencial de liderança de seus 273 executivos 148 de alta gerência (diretores) mais 125 gerentes gerais. Depois de mudanças na sua estrutura, a direção quis apurar quanto seus executivos alinhavam-se ao novo modelo. A mineradora acabara de incluir cobre ao seu portfólio bauxita, alumínio, caulim, manganês, energia, logística, potássio.
Recém-chegado de um programa de especialização em gestão estratégica de pessoas na Inglaterra, o engenheiro civil Gerson Luiz Petterle, de 41 anos, então gerente geral de Engenharia e Serviços Compartilhados na Diretoria de Pelotização da Vale, era da turma dos mais otimistas. ''Tive uma visão privilegiada por saber que esse tipo de avaliação é bastante usado na Europa.'' Resultado: Petterle foi um dos identificados como em condições de assumir desafios mais relevantes. A empresa o elegeu diretor do Departamento de Suprimentos área que comanda desde abril. Ela foi criada após ter sido apontada como estratégica a Companhia a elevou do status de operacional para corporativa.
A história de Petterle é o exemplo de uma tendência na área de gestão de pessoas bastante difundida no mercado externo e que agora começa a ganhar importância no Brasil a avaliação de liderança, batizada internacionalmente de assessment. Se o instrumento assusta alguns para outros representa chance de reconhecimento. ''É um processo para criar instrumentos objetivos, para escolher pessoas certas, deixar tudo menos subjetivo'', diz Marcus Roger, diretor do Departamento de Recursos Humanos Vale do Rio Doce. Ele acredita na tendência de profissionalização dos programas de promoções em empresas vencedoras, tornando planos de carreiras e de sucessão transparentes. ''Não fizemos assessment com intenção de corte, mas de estudo de nosso capital humano,'' afirma Roger.

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