Empresas fazem um Paraná forte
Com exceção da indústria de bebidas, todos os setores e subsetores industriais do Paraná apresentam crescimento e projetam expansão. A reportagem da FOLHA mostra este momento de bons negócios vividos em todas as regiões. E que deve se estender durante todo ano. Projeções neste sentido divulgadas por esta FOLHA, em dezembro, foram confirmadas dias atrás por órgãos oficiais.
Agora vem outra informação positiva: o Paraná bateu recorde na geração de postos de trabalho, conforme a repórter Andréa Bertoldi. Em janeiro, foram criadas 13.911 vagas, o que representou um crescimento de 0,63%. Se percentualmente o valor não impressiona (menos de 1%), em números absolutos são quase 14 mil de pessoas que entram na faixa dos economicamente ativos. Este foi o melhor mês de janeiro desde 1992 e, inclusive, superior ao mesmo mês de 2008 quando foram criadas 12.317 vagas. A abertura de vagas também bateu recorde no País e registrou abertura de 181.419 vagas formais de trabalho.
Os números também expressam a extraordinária capacidade de recuperação da economia paranaense. A boa performance das empresas passa necessariamente por uma gestão competente. Os números, ao mesmo tempo que mostram um Paraná vigoroso, também revelam a competência da livre iniciativa.
Há uma questão política que não pode ser ignorada. É que o crescimento econômico, pura e simplesmente, não significaria nada se as empresas que prosperam na esteira desse crescimento macro não fizessem a distribuição da riqueza. Elas o fazem diariamente via impostos, empregando trabalhadores e provendo de melhorias as comunidades onde estão inseridas. Por definição, todas as empresas são empresas cidadãs.
As empresas crescem (e distribuem a riqueza) apesar das camisas de força impostas pelos governos, quer através da abusada carga tributária, quer através de exigências às vezes descabidas. Ontem mesmo um escritório de consultoria divulgou estudo apontando que a elevação da taxa básica de juros (Selic), determinada pelo governo (Banco Central) para abril, deve desacelerar a economia brasileira ainda no primeiro semestre. Nada como uma ducha fria para frustrar o ambiente otimista.





