Empresas avaliam ''extensão'' de novas normas
PUBLICAÇÃO
domingo, 29 de julho de 2001
De Curitiba 
Procurado pela Folha durante a semana passada, o Sindicato das Funerárias do Paraná, que reúne as 21 empresas que atuam em Curitiba, preferiu não se manifestar em relação às denúncias que envolvem o setor. Em relação ao decreto que alterou o sistema, informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que está avaliando a extensão e os efeitos da nova legislação.
O secretário municipal de Meio Ambiente, Ibson Campos, afirmou que a prefeitura nunca constatou irregularidades como formação de cartel e formação de quadrilha supostamente praticadas pelas empresas. Nossa função é fiscalizar se elas (as funerárias) estão prestando um bom serviço aos usuários. E isso sempre ocorreu. Vamos aguardar o relatório final da CPI. Dependendo das conclusões apresentadas, vamos apurar.
Uma sindicância aberta em junho do ano passado pela prefeitura para apurar se havia envolvimento de servidores nas supostas irregularidades, foi arquivada, sem apresentar culpados. A sindicância foi instaurada pela Procuradoria Geral, após a publicação das reportagens pela Folha.
Campos afirma não saber o faturamento mensal das funerárias, mas o próprio decreto 696 obriga as empresas a remeter mensalmente à secretaria a relação de notas fiscais emitidas, discriminando os serviços prestados.
Tomando-se o número de mortes na cidade (1,2 mil) e o preço médio na tabela de sepultamentos (R$ 367,68), o faturamento seria de, no mínimo, R$ 450 mil mensais. (V.D.)


