Empresários pedindo agilidade do Governo
Interessa a toda a humanidade o que acontece nos grandes centros de decisões e nos pontos do mundo onde hoje há conflitos, porque existe interconexão em tudo, e o que afeta um determinado ponto do globo terrestre afeta a todos. A aprovação do pacote de 789 bilhões de dólares pelo Congresso americano, para aquecer a hoje fragilizada economia nos Estados Unidos, é uma boa notícia, porque algum efeito positivo isto produzirá, embora as correntes contrárias.
Esta foi uma vitória de Barack Obama, que está lançando também outros pacotes visando irrigar a economia, com financiamentos para a atividade produtiva. Muitos consideram que essas medidas são vagas, mas se a crise é financeira, é pela via da disseminação de dinheiro que se dará um fim a ela. O antídoto está no próprio organismo doente. Não se pode esperar consertos imediatos. O que o Governo norte-americano está fazendo e esta é uma das primeiras medidas é como a ação dos bombeiros apagando o incêndio. A reconstrução será gradativa.
Empresários do Paraná estão agora se mobilizando e pedindo ao Governo medidas semelhantes. As empresas precisam de dinheiro para financiar a produção, porque a crise é de crédito. É isto que está declarando o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná, Rodrigo Rocha Loures. Outras providências reclamadas são a desoneração de impostos, a redução do juro básico e a diminuição da burocracia e dos encargos para exportação e importação. O mundo não está de braços cruzados, mas se move, para aplacar os efeitos da crise e extirpa-la. Mas no caso brasileiro, se os maus ventos não atingiram o País tão duramente, o Governo pouco está fazendo para prevenir-se contra eventualidades mais danosas que possam ocorrer. Se as providências tomadas nos Estados Unidos epicentro da crise têm reflexos em todo o mundo, os demais países (e o Brasil) não podem ficar alheios e negligenciar na parte que lhes cabe. O pleito dos empresários paranaenses é procedente e faz coro com o que clamam as lideranças empresariais em todo o País.
Não se está diante de uma catástrofe interna, mas consequências penosas já aconteceram para milhares de trabalhadores que perderam o emprego no Brasil por conta dessa corrente vibratória negativa que corre o mundo. Que se faça ajustes na exata intensidade do que está ocorrendo por aqui. Evitar a paralisia dos negócios, por meio de medidas como as solicitadas pelos empresários paranaenses, é o mínimo que o Governo deve fazer, mas que seja rápido e não depois que coisas piores possam acontecer.





