Empresários lutando por melhoria de aeroporto
Enquanto em Londrina se aguarda compassivamente que aconteçam por acaso a ampliação da pista do aeroporto e a melhoria dos equipamentos operacionais, em Curitiba empresários vêm se mobilizando para expansão da segunda pista do Aeroporto Afonso Pena e a construção de uma terceira - esta última um projeto de prazo mais longo, segundo a Infraero, mas eles não abandonam a reivindicação. Capitaneados pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná, esses empresários visam aumentar a capacidade do terminal de cargas, porque o volume de mercadorias transportadas por avião no eixo de Curitiba é de apenas 3%. Grande parte dos produtos de exportação tem de ser remetida por via rodoviária até São Paulo e Rio de Janeiro.
Das duas atuais, a pista principal têm 2.215 e a outra 1.800 metros, e o alongamento da primeira prevê mais 375 metros. Já existe para isso verba prevista no Plano de Aceleração do Crescimento, por isso os reivindicantes trouxeram a Curitiba, a fim de acelerar o processo, o superintendente de planejamento e gestão da Infraero, Eduardo Ballarin. Movimentos desse gênero são necessários, ou as coisas não serão conquistadas ou demorarão para acontecer. O que ocorre em Curitiba deveria servir de incentivo para o poder público e o empresariado de Londrina, porque de há muito se fala da necessidade de aumentar a extensão da pista (de 2.100 para 2.400 metros), mas da vontade à ação há ainda uma grande distância, porque nunca houve efetivamente uma pressão vigorosa nesse sentido. Deve ser aproveitado este momento em que Londrina tem um prefeito petista (portanto do mesmo partido do presidente Lula) e um ministro londrinense - o do Planejamento. Londrina também não tem um porto seco e nem um terminal de cargas no aeroporto.
Outra antiga batalha é pela implantação do ILS (sigla de Instrument Landing System, que se traduz por mais facilitação de operações de aeronaves em tempo fechado). O custo desse equipamento não é baixo (em torno de R$ 3,5 milhões), e a instalação dele só depende de a Prefeitura desapropriar um terreno de 300 mil metros quadrados, vizinho da pista. Quem dá essa informação é o superintendente do Aeroporto de Londrina, Carlos Novak. A cidade e a região servida pela estrutura aeroviária local comportam tal investimento, porque o aeroporto tem bom movimento, com óbvia tendência de isso aumentar, pelo natural crescimento da cidade e da vasta área (incluindo cidades do sul de São Paulo) que dela depende, nesse setor. Sem mobilização das lideranças locais e regionais nada acontecerá, porque se não se pede, as autoridades da República imaginam que tudo vai bem e que nada há a reivindicar.





