Empresário preso teve princípio de infarto
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sábado, 16 de fevereiro de 2002
Marta Medeiros Equipe da Folha 
Maringá - O empresário Amorim Pedrosa Moleirinho, 63 anos, está internado em estado grave na UTI do Hospital São Marcos de Maringá. Ele sofreu princípio de infarto, por volta das 22 horas de quinta-feira, na cela da 9ª Subdivisão Policial (9ª SDP), onde estava preso desde a noite de quinta-feira para cumprir pena de cinco anos em regime semi-aberto por ter sonegado cerca de R$ 10 milhões em impostos.
Segundo o hospital, o empresário está consciente mas respira por aparelhos. Moleirinho estava na cela com dois médicos presos em Maringá. Conforme o delegado Paulo Roberto Machado, foram os médicos que informaram à carceragem que Moleirinho estava sofrendo infarto. Em seguida, o delegado determinou que uma viatura o levasse para o hospital. Policiais civis fazem a guarda de Moleirinho.
A prisão do empresário foi determinada pelo juiz da Vara Criminal Federal de Maringá, Edvaldo Mendes da Silva. Moleirinho é um dos primeiros empresários presos por sonegação fiscal no Paraná. O empresário faz parte de uma família tradicional da cidade e foi proprietário do Frigorífico Noroeste, conhecido como Frigorífico Central, um dos pioneiros do setor no interior do Estado.
A defesa do empresário havia recorrido da sentença no TRF da 4ª região alegando que Moleirinho não exercia a direção da empresa no período das fraudes, apesar de constar no contrato social como sócio-gerente. Os advogados tentam agora uma habeas corpus. Eles alegam que a pena do empresário não tem cumprimento em uma cela da 9ª SDP. O regime semi-aberto deve ser cumprido na Penitenciária Agrícola de Piraquara ou na Industrial de Guarapuava. Por enquanto, não há vaga em nenhuma das duas penitenciárias.
Moleirinho também responde a outras 11 ações criminais por sonegação fiscal e não recolhimento de contribuições ao INSS na Justiça Federal de Maringá. Uma destas ações já está em fase de apelação no TRF da 4ª região. Se houver condenações nos demais processos, as penas do semi-aberto podem ser somadas e transformadas em regime fechado.
Além dos processos criminais, o empresário responde ainda a 56 ações de execução fiscal por dívidas de impostos e contribuições previdenciárias junto à Fazenda Pública Nacional e ao INSS. As ações tramitam na Justiça Federal de Maringá.


