Empresa diz que acidente não deixou gente marcada
Curitiba Cerca de 3 mil pessoas trabalharam durante a limpeza dos rios atingidos pelo vazamento da Refinaria Presidente Getúlio Vargas, em julho de 2000. A Petrobras afirma não ter notícias de que alguns desses trabalhadores sofreram sequelas e garante que foi feito atendimento preventivo e acompanhamento tanto para quem trabalhou na recuperação quanto para a população ribeirinha que teve contato com o óleo.
''Não existem notícias na história mundial de intoxicação por esse tipo de óleo com consequências tão drásticas'', afirma o coordenador do Comitê Executivo do Rio Iguaçu, criado pela Petrobras para acompanhar o trabalho de limpeza e tratamento da região atingida, Fernando Henrique Falkiewickz. ''Para uma pessoa ser contaminada, teria que tomar um barril de óleo'', argumenta.
Falkiewickz revela que desde o acidente, existem grupos de estudo monitorando as consequências do desastre ecológico, tanto na questão ambiental como para a população e ''não existe dano permanente''. O coordenador ainda que atualmente toda a área está recuperada, sem apresentar sequelas para o ambiente.
Segundo ele, apenas uma região de cerca de 2 quilômetros de extensão, chamada de Ponto Zero, ainda apresenta alguma infiltração do óleo no fundo do rio e margens, por ter concentrado maior parte do produto na época do acidente. ''Mas é uma infiltração superficial.''
Quanto à situação de Juracir Silva e José Marcondes, ele é categórico ao afirmar que não existe relação da doenças deles com uma possível contaminação. ''Eles já tinham a doença e estão usando isso como bandeira'', afirma. (K.M.)





