O saldo da geração de empregos de setembro pode significar uma boa notícia para a economia. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego, indicam que foram gerados cerca de 211 mil postos formais (resultado entre admissões e demissões); é o melhor resultado desde abril deste ano. O Paraná também registrou bom desempenho: 15.925 novos empregos, o maior saldo para o mês nos últimos cinco anos. Foi o quarto melhor resultado do País.
O setor de serviços foi o maior gerador de postos de trabalho no País e no Paraná. No geral, o único segmento que não registrou aumento foi a agricultura. Embora o saldo tenha sido bastante positivo e possa ser encarado como um alento, por enquanto não há sinais concretos de melhoras no cenário econômico. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), também divulgado ontem, mostrou leve alta de 0,08% em relação ao mês anterior. O resultado frustrou as expectativas do mercado e mostra a economia estagnada após o crescimento de 1,47% no segundo trimestre.
Que o Produto Interno Bruto encerrará 2013 com a repetição do fraco desempenho dos anos passados é consenso. No entanto, a dúvida é o "poder de recuperação" do índice neste último trimestre, quando geralmente aumenta o otimismo entre os consumidores puxado principalmente pelo pagamento do 13º salário. No mês passado o varejo registrou crescimento nas vendas estimuladas pelo programa do governo "Minha Casa Melhor", que oferece subsídios para a compra de eletroeletrônicos e a projeção é que os resultados positivos se mantenham.
No entanto, o Brasil ainda tem gargalos importantes a serem resolvidos: inflação em alta, pouco espaço fiscal e infraestrutura deficiente, principalmente na logística. Além de medidas para conter o avanço inflacionário – adotadas mais urgentemente devido às eleições do próximo ano – não há esforços significativos para resolver as outras duas questões. Não passou da hora de promover mudanças na política econômica?

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