Você conhece alguém desempregado? Se a resposta for sim, há muitas chances dessa pessoa se encontrar fora do mercado de trabalho por não se interessar ou não se encaixar no perfil das 15.784 vagas que estão abertas no Sine/Paraná. O nível de desocupação de 4,9% anunciado semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) coloca o País em uma situação de pleno emprego, significando que as pessoas que procuram uma oportunidade profissional têm grandes chances de encontrá-la facilmente.
  Em determinados setores, a oferta de vagas supera a mão de obra disponível e isso acontece principalmente por conta de algumas particularidades: jornadas de trabalho em turnos, escalas de final de semana e salário inicial baixo afastam os candidatos. Os ramos de metalurgia e supermercados são exemplo.
  Reportagem da FOLHA, hoje, mostra que diferentemente de algumas décadas, mesmo quem ainda não tem carteira assinada, pode recusar ofertas e escolher vagas. Muitas indústrias e construtoras nem exigem experiência e oferecem treinamento para os iniciantes. O pleno emprego criou no Brasil as famosas ‘‘vagas indesejáveis’’. No caso dos supermercados, por exemplo, o salário médio de R$ 1 mil e benefícios não parecem ser suficientes para compensar a jornada que inclui feriados e domingos.
  A taxa de desocupação brasileira era de 5,8% em maio de 2012 e chegou a 4,9% em novembro. Esse índice coloca o Brasil em situação de vantagem em comparação a outros países. No mesmo período, os Estados Unidos apresentaram taxa de desemprego de 7,7%, Canadá, 7,2% e Alemanha, 6,5%. Há alguns meses, com dados do Censo 2010, o IBGE anunciou que 20% das cidades brasileiras têm índices de desocupação abaixo de 3,5%. A Região Metropolitana de Curitiba (RMC) atingiu em novembro taxa de 3,2%, conforme dados do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).
  Essas taxas deram à presidente Dilma Rousseff motivo de comemoração neste final de ano, pois todos sabem que uma das principais metas da política econômica de um país é a garantia de emprego. Mas outros índices econômicos não atingiram um patamar de comemoração e podem influenciar negativamente no emprego, se medidas não forem tomadas para reverter a situação. É o caso do Produto Interno Bruto (PIB) que obteve crescimento decepcionante de 1,0% em 2012 e o aumento da inflação, que volta a preocupar os brasileiros.

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