Emprego, renda e crise econômica
Na última década a economia brasileira passou por grandes avanços. Notoriamente houve uma melhora na qualidade de vida da população, que foi refletido no aumento da renda, da oferta de empregos e do consumo. Relatório do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado nessa semana, aponta que entre os anos de 2001 e 2011 a taxa de desocupação caiu de 10% para 7,3%. A Região Sul lidera o indicador, com redução do índice de 7,3% para 4,7% no período.
Ainda que o levantamento tenha sido elaborado por um órgão oficial do governo (nesse caso o Ipea), é inegável afirmar que houve avanços. A manutenção do emprego e o incremento da renda sustentaram a explosão do mercado imobiliário e do automotivo, por exemplo. Mesmo com incentivos governamentais, como o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida e as sucessivas desonerações tributárias para materiais de construção, móveis, eletroeletrônicos e veículos também ajudaram na manutenção de um cenário favorável. O relatório reforça que o Brasil está entre os países onde o desemprego menos aumentou, apesar da crise econômica mundial.
Outra notícia positiva é o aumento do rendimento real dos trabalhadores. Em 10 anos, a média salarial saltou de R$ 1.081,90 registrado em 2001 para R$ 1.306,70, obtido no ano passado. Na Região Sul, a média saiu de R$ 1.225 para R$ 1.382,30. Estes são números bem importantes porque demonstram que o poder de barganha dos trabalhadores aumentou. Afastado o ''fantasma do desemprego'', a classe assalariada soube negociar - e bem - os seus rendimentos. Outro fator que também contribuiu foi o reajuste do salário mínimo, definido pelo governo federal. Nos últimos dez anos, o incremento foi de 68%, o que favoreceu as negociações entre patrões e empregados.
O desafio a partir deste ano será a manutenção da oferta de empregos e do aumento da renda. A crise econômica ainda afeta a maioria dos países, o que indica que os brasileiros terão que continuar a ter muita criatividade para conseguir superar as dificuldades econômicas.





