As incertezas do cenário político e econômico continuam afetando negativamente o mercado de trabalho. Dados do Ministério do Trabalho e Emprego apontam que foram cortadas 1,2 milhão de vagas nos últimos 12 meses (até setembro). Os números mostram que o número de desempregados cresceu 56% em um ano – o pior resultado registrado havia sido índice de 22% em 2003.
Apenas na avaliação de setembro, foram extintos 95,6 mil postos. É a sexta queda consecutiva registrada pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados e o pior resultado obtido para o período dos últimos 23 anos, quando a série histórica começou a ser feita. Com relação a setembro do ano passado, o número de empregados caiu 1,8%, índice que nunca havia sido apurado na série de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Além disso, o total dos rendimentos caiu mais de 6% enquanto o vencimento familiar per capita ficou 4,8% abaixo. O desemprego é sempre a pior notícia da economia porque afeta drasticamente a vida das pessoas. Redução do consumo, mudança do padrão de vida das famílias e de comportamentos são necessárias e acabam por afetar a própria convivência familiar. Por isso é importante que sejam cobradas medidas de ajustes e até novas mudanças na política econômica.
Aumentar ainda mais a carga tributária em um momento como o atual é realmente necessário? As tarifas controladas já corroeram sobremaneira o rendimento das famílias, a inflação dos alimentos também tirou poder de compra. Sempre é importante afirmar que a "conta" dos anos de desajustes e da gastança excessiva não pode ficar somente com a população. O governo precisa demonstrar mais seriedade e fazer também a sua parte. Os cortes são urgentes. Além disso, o Legislativo tem que mostrar mais proximidade com os eleitores e votar conforme os interesses da população. A criação de uma agenda positiva tem que ter a participação de todos.

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