Emprego estável
A Pesquisa Mensal de Emprego (PME), apresentada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou estabilidade no mercado de trabalho. Segundo o estudo, a taxa de desocupação no mês de julho ficou estável nas cinco regiões metropolitanas analisadas pelo instituto: Recife (6,3%), Salvador (7,9%), São Paulo (6,5%), Porto Alegre (4%) e Belo Horizonte (4,5%).
Em Curitiba, conforme pesquisa do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), a taxa de desemprego em junho, de 4,1%, foi inferior à de maio, 4,6%. O PME representa o número de desempregados frente à quantidade de pessoas economicamente ativas, para grupos de mil habitantes com mais de 10 anos.
Consultores econômicos ouvidos pela FOLHA, em reportagem publicada ontem, receberam com cautela a notícia da estabilidade. Esperava-se que a pesquisa apresentasse aumento mais significativo na ocupação. Mesmo assim, trata-se de um cenário muito diferente de países europeus em crise. Ontem, foi divulgada a taxa de desemprego na Espanha, registrando os piores números dos últimos anos. O índice subiu de 24,4% (período de janeiro a março) para 24,6% (abril a junho). Naquele país, cerca de 5,7 milhões de pessoas estão desempregadas, ou seja, um em cada quatro espanhóis procura trabalho.
A taxa de desemprego é um dado importante e aguardado por analistas e pelo próprio Banco Central para ajudar a definir os rumos da política econômica. Trata-se de uma informação que não pode ser ignorada porque interfere no desempenho da economia e a divulgação de uma taxa crescente ou decrescente afeta o bem-estar da população.
Interessante é o fato do desemprego manter a estabilidade ou mesmo crescimento em um cenário não muito otimista. Em se tratando de emprego, hoje, no Brasil, há vários cenários: enquanto falta mão de obra qualificada em alguns setores, há demissões em outros e férias coletivas ou cortes de horas extras em alguns segmentos.





