Taxa de desemprego nas seis maiores regiões metropolitanas do País, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, manteve tendência de queda e fechou março em 5%. É o menor índice para o mês desde o início da pesquisa, em 2002. Em fevereiro, o porcentual apurado foi de 5,1% - o menor para o mês desde 2003. No entanto, como explicar esse resultado diante do baixo crescimento econômico do País e da pouca abertura de vagas de trabalho, como apontou o Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego?
O fato é que mais pessoas desistiram de procurar emprego. E, nesse caso, são duas análises: o aumento da renda das famílias permite que os jovens foquem nos estudos e ingressem no mercado de trabalho somente depois de concluir a graduação; ou a baixa oferta de vagas fez com que mais trabalhadores deixassem de buscar uma colocação e partissem para a informalidade. Dados do Caged apontam que em março foram criadas pouco mais de 13 mil vagas formais, uma queda de 88,3% se comparado com o mesmo mês do ano passado. É o pior resultado para o mês desde 1999.
O Paraná registrou o quarto maior saldo do País em números absolutos ou o quinto melhor resultado com maior índice de aumento. O desempenho foi puxado pelo setor de serviços e pela indústria de transformação. E, nesse caso, também podem ser feitas duas análises: as empresas têm evitado as demissões para escapar do alto custo de seleção e treinamento quando a economia acelerar novamente ou o setor de serviços – que tem se destacado nas últimas estatísticas – mantém suas vagas já de olho na movimentação proporcionada pela Copa do Mundo.
De todo modo, o resultado apresentado é ruim e indica claramente que a economia vai mal. As obras de infraestrutura – tão necessárias ao desenvolvimento do País – prometidas para a Copa não conseguiram aquecer a economia e a falta de reformas estruturais manteve a estagnação.

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