EMPREGABILIDADE - Preparação começa no ensino médio
PUBLICAÇÃO
sábado, 27 de novembro de 2010
Érika Gonçalves<br> Reportagem Local 
Empresa com valores consolidados não muda sua cultura à medida que muda a geração
É importante que o jovem tenha dimensão do tipo de trabalho que gosta de fazer
No mercado competitivo de hoje, reter um talento na empresa é uma necessidade E descobrir novos talentos, também Para Marcelo Arantes de Carvalho, administrador de empresas com MBA executivo na Fundação Dom Cabral, orientar os jovens do ensino médio para escolherem corretamente a futura carreira é uma alternativa
''É importante que o jovem tenha dimensão do tipo de trabalho que gosta de fazer E se não sabe escolher o que gosta de fazer, saiba o que não gosta'', explica ''E ao longo do processo universitário, começar a identificar qual a empresa em que gostaria de trabalhar, qual a cultura que essa empresa precisa ter'', ensina
O senhor afirma que uma fonte de novos talentos são os jovens que estão saindo do ensino médio Como os profissionais de RH podem identificá-los?
Nós temos que começar a orientar, desde o ensino médio, quais as opções de carreira que os jovens podem ter E auxiliá-lo a fazer a escolha profissional Os jovens, quando decidem suas carreiras, estão com 15, 16, 18 anos Por que não apoiá-los? Quais são as profissões do futuro? Não é nem buscar talentos no ensino médio, mas ajudá-los a tomar as melhores decisões individuais de carreira
Como os jovens que vão prestar vestibular agora podem se preparar para o mercado de trabalho, independentemente do curso que vão escolher? Como visualizar essa carreira futura?
Uma coisa é orientar o jovem para passar no vestibular, outra coisa é orientar o jovem para ele tomar uma decisão certa de carreira Aquele jovem que ficar muito focado em se inscrever em algum curso para passar, pode descobrir lá na frente que tem que fazer outro curso porque não se formou na profissão que quis É importante que o jovem tenha dimensão do tipo de trabalho que gosta de fazer E se não sabe escolher o que gosta de fazer, saiba o que não gosta Você pode ir pela exceção também Em cima disso, ao longo do processo universitário, começar a identificar qual a empresa em que gostaria de trabalhar, qual a cultura que essa empresa precisa ter
Pesquisas mostram que esses jovens talentos não têm mais uma visão de permanecer na empresa para sempre É isso mesmo? Como retê-los?
O que se fala da geração Y é que eles trazem na sua bagagem posicionamentos diferentes das gerações anteriores Mas eu também não gosto de falar que todo mundo é igual Há pesquisas que têm dito que o que os jovens colocam como pilares é um bom ambiente de trabalho, crescimento profissional, qualidade de vida no trabalho e reputação da companhia Há uma parcela que quer crescer mais rápido que os demais, mas há uma parcela que quer ter uma carreira sólida Se você tem uma empresa com valores consolidados, consegue conviver com pessoas de gerações completamente diferentes e a empresa não muda a cultura à medida que muda a geração
O senhor acredita que as empresas estão investindo em seus funcionários, pagando cursos, por exemplo?
Muitas empresas, sejam elas pequenas, médias ou grandes, têm feito movimento diferenciado em relação ao mercado E esse movimento tem que ser muito calcado em trabalhar a cultura de uma empresa, afirmando o propósito da mesma Não existe moeda certa ou moeda errada Tem empresa que pensa assim (em oferecer benefícios) e tem outras que pensam que a remuneração é o mais importante O que uma empresa que foca em remuneração tem que pensar é quanto vai custar isso para ela Provavelmente, o balanço é melhor para quem trabalha a cultura, porque trabalha uma geração de pessoas felizes


