Emília e Lerner: rompidos na posse
Curitiba A vice-governadora do Paraná, Emília Belinati (PFL), eleita nas duas administrações de Jaime Lerner (PFL), assumiu seu segundo mandato rompida publicamente com o governador.
As desavenças pessoais com Lerner, agravadas por divergências em relação ao secretariado, acentuaram-se tanto que Emília não participou da solenidade de posse, no Palácio Iguaçu, em janeiro de 1999. Emília só foi na Assembléia para fazer o seu juramento.
Hoje, depois de quase oito anos convivendo com Lerner e sua equipe, Emília prefere encarar o polêmico episódio de forma mais amena, apesar de já ter se confessado isolada em outras ocasiões. Não digo que tenha sido um rompimento. Os desentendimentos foram abertos. O importante é ter liberdade para divergir, disse à Folha.
Num balanço geral, a vice de Lerner avalia ambos os mandatos de forma positiva. Ela assumiu o governo 45 vezes, durante as viagens do governador. Minha postura sempre foi de conciliar, contribuir, cooperar, resumiu. Nas duas últimas ausências de Lerner, não assumiu por conta da legislação eleitoral, para não se tornar inelegível. Emília quer concorrer ao Senado nestas eleições.
A vice de Lerner enfrentou situações delicadas durante suas interinidades. No ano passado, em pleno processo de privatização da Copel que acabou sendo abortado pelo governo , ela assumiu a chefia do Poder Executivo com a missão de manter nos trilhos o cronograma de venda. Emília, entretanto, transpirou que tinha uma visão diferente. Ela entendia que não seria um bom negócio vender o setor de geração da estatal. Publicamente, porém, preferiu não tumultuar ainda mais o processo, razão pela qual não quis tornar públicos seus pontos de vista. (M.D.)





