Em primeiro discurso, Bolsonaro aponta as prioridades
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quarta-feira, 02 de janeiro de 2019
Os pronunciamentos de posse de presidentes não são apenas importantes documentos históricos. Eles apontam, entre todas as promessas que eles fizeram enquanto candidatos, quais as que realmente terão prioridade. Obviamente, só depois de quatro anos, a história diz se as promessas ficaram apenas no "discurso".
Foram muito aguardados os pronunciamentos do novo presidente, Jair Bolsonaro, na tarde do dia 1º de janeiro. O primeiro, na Câmara, apontou o caminho que o pesselista tomará nos primeiros tempos de Palácio do Planalto. Prioridades que foram reafirmadas depois, quando o presidente se dirigiu ao público, após receber a faixa presidencial.
O novo mandatário falou em livrar a pátria da submissão ideológica, combater a ideologia de gênero, conservando valores, respeitando a família, as religiões e a tradição judaico-cristã. Ao afirmar que o "cidadão de bem merece dispor de meios para se defender", ele indica que vai trabalhar para garantir a posse de arma para as pessoas que não têm antecedentes criminais e tornar o registro definitivo. Ainda no quesito segurança, falou em apoiar mais as polícias.
Os discursos de posse do militar da reserva confirmaram o começo de uma guinada para a extrema direita após os 13 anos do governo centro-esquerda de Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff e de dois anos de transição de Michel Temer. É o que esperam os 57 milhões de brasileiros que votaram no candidato do PSL no segundo turno das eleições, em outubro de 2018. São eleitores que aguardam por uma mudança na forma como o País é conduzido, com uma plataforma que priorize os valores morais, o combate à criminalidade e vença os desafios econômicos, deixando para trás a recessão e os grandes escândalos de corrupção herdados dos governos de Lula e Dilma.
Ao tomar posse, o novo governador do Paraná, Ratinho Júnior, também reforçou o discurso da austeridade, da transparência, da gestão eficiente e do respeito ao dinheiro público. Como afirmou o novo governador, realmente "não é possível viver em um estado de improviso".
Independente de opção partidária, o brasileiro precisa torcer para que Bolsonaro e os governadores eleitos tenham sucesso na empreitada iniciada nesta terça-feira (1). A hora de mudar é agora. O País não suportará mais quatro anos de recessão, desemprego e estagnação econômica.



