Em Londrina, uma atípica e delicada situação
As eleições de ontem revelam vários fatos. Em Londrina não aconteceu o que a pesquisa previa, porque a disputa em segundo turno fica entre Antonio Belinati e Luiz Carlos Hauly. Pesquisas passam a ser, de novo, questionadas. Em São Paulo, por exemplo, a pesquisa errou feio e várias vezes.
No caso de Londrina o pleito está envolvido numa situação atípica, porque o primeiro deles tem uma pendência ainda não julgada pela Justiça Eleitoral. Depois deste caminho andado, Belinati pode ser impedido de continuar no páreo se for mantida a impugnação.
Se tal acontecer a eleição do próximo dia 26 mudará de figura, porque concorrerão o 2º e o 3º candidatos no caso Hauly e Homero Barbosa. Uma anomalia que contrariaria a vontade de uma maioria proporcional do povo ou exatos 98.432 eleitores.
Outro fato novo é que houve uma quase total renovação na Câmara de Londrina, ainda envolta em denúncias de corrupção. A eleição na Câmara de Londrina pode ser considerada como eleição profilática.
No Paraná, Curitiba já reelegeu Beto Richa em primeiro turno (com 77% dos votos) e Maringá reelegeu Sílvio Barros, com 57%. Os outros dois municípios onde haverá novo turno Londrina e Ponta Grossa terão mais 21 dias de campanha.
Ressalvados os casos em que prefeitos e vereadores foram eleitos mas poderão ainda sofrer impugnação (porque com pendências não julgadas pela Justiça), o Paraná já tem os nomes decididos para comandar as prefeituras e as câmaras de vereadores, assim como as duplas que disputarão segundo turno nas cidades com mais de 200 mil eleitores. Ao menos, faz-se agora o silêncio dos candidatos a vereador.
Na maior parte dos 5.563 municípios brasileiros a primeira missão do eleitorado e de todo o povo será, a partir de janeiro, manter vigilância sobre o desempenho dos prefeitos e vereadores e fazer-lhes cobranças.
E, embora o povo abomine os políticos por culpa deles próprios não deve desprezar a importância da ação política, que deve manifestar-se por atos contínuos de comportamento civilizado e de reação contra os desmandos no âmbito dos poderes e das repartições públicas. E não apenas isto mas também contra os abusos do sistema financeiro, das relações comerciais e de serviços e inclusive das interlações pessoais. Voltando às eleições, os casos de tantas impugnações pendentes (com os candidatos concorrendo) significa que houve aumento da corrupção.





