Os últimos 15 dias foram suficientes para mostrar as deficiências existentes no setor de saúde pública também em Londrina. Mesmo sendo considerada referência em várias especialidades da medicina, a cidade assistiu perplexa a morte de cinco pessoas em leitos de hospital esperando por uma vaga em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Além dessas, um paciente morreu quando tinha acabado de ser internado, graças à intervenção do Ministério Público (MP).
Autoridades alegam que os 83 leitos existentes são suficientes para atender a demanda. Mas parecem se esquecer que pacientes de uma macroregião, formada por quase 100 municípios, também necessitam de atendimento, por não terem estrutura em suas cidades. O presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Saúde de Londrina, Antônio Carlos Ribeiro, observa que 25% dos pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na cidade são de outros municípios.
Ribeiro acredita que os 20 leitos, a serem credenciados pelo Ministério da Saúde, devem trazer um alento, mas certamente não serão suficientes para acabar com o problema.

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