Na condição de deputado estadual mais votado do partido no Brasil tenho obrigação de defender o Partido Democrático Trabalhista (PDT). Apesar da perda de duas cadeiras na Assembléia Legislativa, o PDT possui quatro deputados estaduais valorosos que defendem as cores do trabalhismo com muita honra.
É natural a entrada e a saída de novos quadros não só no PDT como em todos os partidos dentro do atual sistema político-partidário brasileiro. Principalmente, em início de governo e em ano pré-eleitoral, essas acomodações fazem parte do jogo político.
Não há como negar que havia uma expectativa de poder em relação ao governador do Estado que foi frustrada com a derrota de Alvaro Dias. No entanto, condenar politicamente ao fracasso o senador Alvaro Dias, como feito na coluna Informe Folha do dia 22/6 é temerário e até mesmo denota um desconhecimento sobre as voltas que o mundo dá. Principalmente na política, onde as coisas costumam mudar muito mais rapidamente que em outras áreas.
Não se pode esquecer que Alvaro Dias tem um passado respeitável na política e uma folha de serviços prestados invejável em quase 40 anos de vida pública, ocupando todos os cargos do Legislativo e Executivo (com exceção da presidência da República) com brilhantismo. Sem contar que possui vigor e preparo, para continuar servindo ao País e ao Estado por muito tempo. Vale lembrar ainda que Alvaro Dias é senador da República até 31 de dezembro de 2006 e ainda tem muito o que fazer por todos nós.
Aqueles que saíram buscam novos espaços e abrem lacunas que estão sendo preenchidas por novas lideranças. Esta movimentação é saudável para a democracia que se oxigena e revigora convicções.
Porém, é bom frisar que é impossível concorrer contra aqueles que estão com ''a caneta cheia'' e podem atrair os políticos que querem gravitar na órbita do poder. Quem conhece o mínimo de política, sabe que faz parte do jogo também saber perder. Há momentos para avançar e para esperar.
O PDT está coerente com sua história e o passado de Leonel Brizola o credencia a cobrar do governo Lula como vem fazendo com sensatez e perspicácia, diga-se de passagem os compromissos assumidos com a população brasileira em busca da justiça social.
Por isso, o PDT exige respeito. Um partido que possui uma grande possibilidade nas eleições do ano que vem, que tem representatividade em todos os 399 municípios do Estado, não pode por causa de algumas defecções naturais ao processo político, ser condenado à inviabilidade política.
Logo o PDT, que se reergueu das cinzas após a expulsão do grupo de Jaime Lenner na década passada. O PDT está vivo com o senador da República mais votado na história do Paraná (Osmar Dias) o qual já demonstrou, através de várias declarações na imprensa, que continua no partido.
Nas últimas eleições, ultrapassamos os 5% da chamada ''cláusula de barreira'', elegemos uma grande bancada no Congresso, governadores e não podemos nos abater pela saída deste ou daquele. Pois, entradas e saídas de novos membros, fazem parte do jogo democrático político-partidário.
BARBOSA NETO é deputado estadual pelo PDT

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