Nunca é demais ressaltar a importância da água para a sobrevivência de homens, animais e plantas em todo o mundo. E apesar disto, ela tem sido maltratada e até desperdiçada – calcula-se que nas grandes cidades até 50% da água tratada perde-se entre a captação e as moradias. Estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado em outubro, apontou que os resíduos de agrotóxicos são a segunda causa de contaminação dá água no País, só ficando atrás do esgoto doméstico. O uso incorreto dos defensivos agrícolas afeta tanto a saúde humana quanto animal.
Daí a necessidade de se incentivar a proteção das nascentes e cursos de rios. Um programa estadual, capitaneado pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Paraná (Sema), pretende premiar os agricultores que conservarem as nascentes e demais áreas de proteção permanente. Quem aderir ao projeto será remunerado pelo Estado. Para ser contemplada, a nascente deve ter um raio de proteção com mata acima dos 50 metros estabelecidos pela legislação ambiental. A Sema estima que o produtor rural pode receber cerca de R$ 20 mil por ano. Segundo análise da Sema, uma nascente protegida chega a produzir um volume de água 30% superior se comparada a uma fonte localizada em área degradada.
A iniciativa pode se tornar um fonte de renda alternativa para pequenos e médios agricultores paranaenses. Além do ganho financeiro, haverá ainda a essencial proteção à saúde dos moradores da zona rural e, por consequência, das cidades que receberão uma água limpa e protegida.
A ideia deveria ser estendida também às cidades cortadas por rios poluídos e degradados. Quem sabe o estímulo financeiro não desperte nas pessoas o ideal da consciência ambiental.

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