A queda do fluxo de veículos nas estradas pedagiadas do País em julho na comparação com junho aponta para um País paralisado pela crise econômica e política. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) e Tendências Consultoria Integrada, o movimento foi 1% menor e ocorreu devido ao fraco desempenho na circulação de veículos pesados. No entanto, também houve queda no fluxo de carros de passeio.
Com a redução da produção industrial e das vendas do comércio é quase instantâneo que fosse registrada queda no movimento de caminhões. E, mesmo em um mês de férias escolares, menos carros circularam pelas estradas, o que aponta para a queda da renda das famílias, dificuldades para obtenção do crédito pessoal, temor do desemprego e queda da confiança do consumidor. O indicador da ABCR é apenas mais um que confirma o atual cenário.
Outro problema é a crise política, que parece agravar-se dia a dia. A queda de braço instalada entre a presidente Dilma Rousseff (PT) e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), tende a piorar o atual quadro e pode trazer efeitos devastadores para o País. Faz parte do jogo pressão do Legislativo sobre o Executivo e vice-versa. No entanto, nesse caso em específico o que pesam são os motivos: Cunha pretende se livrar do indiciamento na Operação Lava Jato em que foi acusado de receber US$ 5 milhões em propinas e também tem pretensões presidenciais.
No entanto, o País precisa sair da letargia em que se encontra. A economia tem que voltar a girar e, para isso, é urgente a criação de uma agenda positiva. Medidas de austeridade adotadas pelo governo como o enxugamento da máquina pública e dos cargos comissionados seriam um bom começo e indicariam que o governo também está disposto a arcar com parte da conta já imputada à população. Além disso, retomar investimentos, principalmente em obras de infraestrutura são de fundamental importância.

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