Em busca de um acordo
A abertura do comércio de rua de Londrina em todos os sábados à tarde tem sido motivo de discussão entre os sindicatos patronal e dos trabalhadores há mais de uma década. Em todas as negociações de convenção coletiva, realizadas anualmente, o assunto volta à tona. Até agora o que se conseguiu foram pequenos avanços, como a abertura em três sábados e acordos individuais firmados
entre empresa e sindicato permitindo o trabalho.
Discussões ideológicas à parte, esse cenário não é o ideal. O comércio de rua tem que ter a mesma liberdade para abrir ou fechar, se esse for o entendimento do empresário em condições semelhantes aos shoppings centers, às grandes lojas de departamento que utilizam de brechas para conseguir alvarás diferenciados e ao comércio de bairro, que funciona à revelia da lei. A decisão de abrir ou não, se será vantajoso ou não ao seu negócio, deve ser dos empresários. Importante salientar que o direito dos trabalhadores deve ser resguardado conforme prevê a legislação. Em caso de descumprimento, é fundamental a ação do sindicato dos comerciários e do Ministério do Trabalho.
No entanto, parece fora da realidade atual um sindicato colocar tantos entraves ao trabalho aos sábados à tarde, enquanto a própria Consolidação das Leis do Trabalho já flexibilizou a jornada aos domingos. Londrina precisa avançar, precisa de lideranças que planejem o seu desenvolvimento e que consigam aproveitar o potencial que a cidade já tem para atrair mais visitantes. A cidade é polo de uma região com quase 1 milhão de habitantes que se deslocam frequentemente para fazer compras no comércio local. Certamente, as lojas do centro seriam beneficiadas com essa movimentação. Por isso, é importante que se chegue a um acordo nesta convenção coletiva. Só trará benefícios à cidade





