Em terra firme é o temor da violência, praticada também por menores, e no ar são as aparentemente inofensivas pombas e pombinhas e suas fezes, que geram mau cheiro e problemas à saúde humana. Estes são dois problemas de Londrina, que obviamente não são os únicos, mas convertem-se em permanente assunto na seção de opinião dos leitores deste Jornal. Muitas pessoas, talvez distantes do Bosque central onde as pombas se alojam aos milhares à noite, acham que ocupar-se disso é um capricho, mas quem passa diariamente nos entornos ou na parte interna dessa área sabe que o problema é sério.
Sugestão apresentada por um leitor é que - enquanto não se encontra outra solução mais inteligente - a Prefeitura faça lavagens diárias nas calçadas internas e externas. Esta é uma fórmula fácil de executar e, em parte, resolve. Água existe em abundância no Lago Igapó, e com um carro-pipa o ambiente fica um pouco mais limpo. Só não será possível lavar a folhagem das árvores e a coberta de terra.
Não há dúvida de que o problema tornou-se preocupante, porque além da questão da saúde pública as fezes caem sobre os automóveis estacionados. Os ambientalistas serão contra, mas uma fórmula seria derrubar as árvores das calçadas e cortar os galhos das laterais, na parte interna. O dano seria mínimo e propiciaria um saneamento parcial. Ficar de braços cruzados e olhando para o alto é que não pode, além de ser um risco... Cada cabeça uma sentença, e entre os que se manifestam há os que propõem o simples extermínio desses animaizinhos, assim como das pombas maiores, que são menos ariscas e ficam rodeando as pessoas à espera de comida. Londrina não é a única cidade que tem problema com essas e outras aves (como as andorinhas), e ao que se saiba em nenhum lugar isto foi solucionado. Se um dia, imprudentemente, o homem derrubou as florestas e, assim, fez irem desaparecendo os predadores naturais que estabelecem o equilíbrio do ecossistema, agora paga por isso. A natureza sempre tem respostas correspondentes a quem a favorece ou a agride.
Já passa do tempo de o poder público munir-se de ''balde e vassoura'' e fazer a limpeza desse local de árvores nativas e que se converteu num ponto de imundície, por causa das pombas e também dos garnisés dali, os altivos galinhos cantadores que também cairam na boca do povo e têm sido foco de queixas na mídia. Como diz a cantiga carnavalesca, a água lava tudo, e com boa vontade e pouco dinheiro se pode amenizar este e uma infinidade de outros problemas de Londrina.
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