A qualidade no atendimento no setor de saúde é prioridade para a maioria das famílias brasileiras. As falhas do Sistema Único de Saúde (SUS) são mais do que conhecidas de quem não pode pagar os honorários médicos. Um movimento recente no setor é o aumento da adesão de integrantes das classes C e D aos planos de saúde. Esse dado novo tem colaborado para o importante desempenho das cooperativas médicas em quesitos como número de empregos diretos gerados e de clientes atendidos.
No Brasil, de acordo com dados da Organização das Cooperativa do Paraná (Ocepar), as cooperativas de saúde geram atualmente 60 mil empregos diretos e têm 18 milhões de clientes em todo o País. No Paraná, são 3,2 mil empregos diretos, 1,3 milhão de usuários e, somente em 2009, o faturamento do setor foi de R$ 2,4 bilhões.
Para o presidente da Unimed Londrina, Issao Yassuda Udihara, o grande mérito das cooperativas de saúde é que os profissionais são donos do negócio. A afirmação foi feita em entrevista à repórter Paula Costa Bonini, publicada na página 3 desta edição. E é justamente por meio da união que os médicos conseguem disponibilizar aos pacientes, a preços mais acessíveis, o que há de mais moderno em termos de tecnologia para tratamento dos mais diversos tipos de doenças.
Uma ressalva importante, feita por Udihara, é que a própria Constituição Federal é clara no que diz respeito à saúde da população: é um direito de todos e um dever do Estado. Ainda assim, o SUS - apesar do nome - não é a única modalidade de atendimento, uma vez que grande parte dos brasileiros contam com a medicina suplementar.
E essa parcela da clientela tem registrado uma tendência de crescimento nos últimos anos. E grande parte do aumento do número de usuários deve-se à adesão de cada vez mais integrantes das classes C e D. Um movimento que foi detectado e impulsionado por iniciativas das próprias cooperativas, que passaram a atender esse público por meio de planos coletivos e empresariais.
Bom para as cooperativas, que ganham mais clientes. Bom para os usuários, que passam a contar com atendimento diferenciado. E melhor ainda para o governo, que pode ter uma redução na demanda do SUS e, dessa forma, tentar oferecer um serviço um pouco mais digno para os milhões de brasileiros que dependem exclusivamente do poder público para ter garantido o seu direito constitucional de contar com tratamentos adequados na área da saúde.

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