Em busca da qualidade
Relação divulgada ontem pelo Ministério da Educação aponta que do total de 154 cursos de medicina, 27 tiveram resultado insatisfatório no Conceito Preliminar de Curso (CPC), indicador que mede a qualidade das graduações. Entre as citadas, está uma instituição do Paraná: a Faculdade Evangélica do Paraná, de Curitiba. Para a avaliação, são considerados fatores como titulação do corpo docente, infraestrutura da instituição e o Enade. O conceito segue uma escala de 1 a 5 é considerado desempenho insatisfatório nota 1 e 2.
A cada ano o CPC avalia macrotemas de graduação. Em 2013 foram avaliados 3.439 cursos de 17 graduações diferentes, a maioria ligada à área da saúde. Pouco mais de 8% receberam conceitos 1 ou 2.
Na última década houve uma expansão significativa das universidades particulares. Sem dúvida, esse crescimento é muito importante para o País porque democratiza o ensino superior e a escolaridade da população é elevada. No entanto, também não se pode esquecer que, em muitos casos, a qualidade foi deixada de lado. Dados do próprio Ministério da Educação apontam que as instituições privadas são responsáveis por 73% das novas matrículas, mas respondem por 82% dos cursos de graduação reprovados nos últimos seis anos.
Os índices são extremamentes relevantes para serem desconsiderados. Portanto, além da divulgação de desempenho das instituições superiores, é importante que a sociedade questione o que tem sido feito para reverter esse quadro. São barradas a abertura de novas turmas? Essa instituição terá o curso fechado? Como é o processo para reverter o conceito?
A qualidade dos cursos superiores deve estar na agenda não só da comunidade educacional, mas de todos. É importante porque se o profissional não tiver uma formação satisfatória, não vai conseguir se manter no mercado de trabalho. Dessa forma, as universidades também não cumprirão parte do seu papel de formar a mão de obra e contribuir para a formação de uma sociedade mais crítica.





