Leia para pensar. Nunca a ausência de questionamento foi tão prejudicial para a sociedade como nos últimos anos. E questionamentos só podem ser formulados com base em informações confiáveis.
As informações que abundam em muitos veículos de comunicação, hoje, são incompletas ou, quando não, são manipuladas. E são, quase invariavelmente, a versão oficial dos atos ou fatos. Então questione a fonte e o veículo. Questione sempre. Vacine-se.
A ausência de análise de uma decisão de governo, ou a análise superficial dela, nos levam a referendar ideias que não são as melhores. Às vezes querem esterilizar nosso pensar, nosso lado crítico. Diariamente somos alvos de informações que falseiam realidades. E que nos levam a assumir posturas cúmplices - motivadas por impulsos afetivos - e não a juízos pautados pela razão. Textos informativos não são como um filme, em que prevalece a expressão de sentimentos emotivos.
Aqui na FOLHA, procuramos fazer um jornalismo diferente em conteúdo. Instigante. Nas entrelinhas, provocamos o nosso leitor a se posicionar. Mais que a simples leitura, a interpretação do que se lê e assiste tem de funcionar como um antídoto contra o triunfalismo anestésico.
Então buscamos fugir do lugar comum. A informação que o leitor precisa é aquela que emerge da pauta desalienada, aquela que não quis aninhar-se no conforto do oficialismo trivial, porque o oficial, como se vê quase todos os dias, joga o jornalismo para a indigência da mesmice. Daí derivam o conformismo, o alinhamento político, etc.
Contudo, não podemos perder de vista a pluralidade. Não é produtiva uma imprensa fixada na contestação, que leva à descrença. Este extremo também não interessa.
Caro leitor, no limiar de mais um ano que se prenuncia difuso, você é convidado a fazer o balizamento do nosso trabalho fincando seu ponto de vista em análise isenta. Também esperamos sua crítica. E se percalços tirarem nossa motivação, que Deus no-la devolva. Porque a causa é justa. E os desafios serão múltiplos.
Feliz 2010.

mockup